nunca mais rosas mancharão meu ventre
Quinta-feira, 25 de Maio de 2006
Poema das árvores

As árvores crescem sós. E a sós florescem.

 

Começam por ser nada. Pouco a pouco

se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.

 

Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,

e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.

(...)

E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.

Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.

Sós.

De dia e de noite.

Sempre sós.

(...)

Solitárias as árvores,

exauram terra e sol silenciosamente.

(...)

 

António Gedeão

Fotografia: Mar



publicado por Mar às 16:26
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