3 comentários:
De XannaX a 18 de Abril de 2006 às 23:16
"diz-lhes que vives junto ao mar onde zarpam navios carregados com medos do fim do mundo - diz-lhes que se consumiu a morada de uma vida inteira e pede-lhes para murmurarem uma última canção para os olhos e adormece sem lágrimas - com eles no chão."


De Carlos a 19 de Abril de 2006 às 15:46
Você corria
e eu até
já me esquecia

da beleza de
um corpo de mulher
em movimento.

Sem haver tempo, espaço
ou qualquer
coisa dessas, vagas
você vagava
num interlúdio
num entreatto
e eu navegava.

Apenas havia
coxas, braços, seios
vários cabelos
e devaneios.

Pensei ter visto
areia, mar
e nuvens:
miragem
era só a passagem
do teu corpo
de um ponto a outro.

Você corria
e eu podia
recordar como é bonito
um corpo de mulher
em movimento
alheia a outros
alheia ao tempo.


De Maria Papoila a 19 de Abril de 2006 às 17:44
Encontra-se sempre no fundo uma tarde,
em que nos dispomos a tudo reviver:
um minuto, um Sol, uma frase,
ou instante em que tudo transcendeu,
e onde se espera calado,
o momento de ouvir...
Vale então cada palavra
pelo som inesperado que nela soa!
Cada palavra dita, acorda outra palavra parada,
para além do Mundo dos outros…
Circular, envolve o desejo…
Talvez a verdade, se inventada,
esteja nas próprias palavras…
A Vida e a Poesia são afinal, um modo de as ler!
Beijo


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